sábado, 3 de julho de 2010

7-ELEIÇÕES

O sistema eletivo foi criado para evitar a perpetuidade no poder de pessoas ou de grupos. Mas, infelizmente, devido a diversos fatores, pessoas ou grupos, mesmo fazendo políticas que prejudicam a sociedade como um todo, conseguem permanecer no poder durante longos anos, alguns até cinqüenta anos ou até cem anos, o que contraria completamente o espírito da eleição, que é a transitoriedade do poder, com exceção daquele político que durante a sua permanência no cargo eletivo conseguiu atuar acima da média. Ora, antes da implantação do sistema eleitoral na parte do mundo que hoje apresenta os maiores IDH (índice de desenvolvimento humano), isto é, aonde a população é mais respeitada pelo Estado como cidadãos, possuindo melhor acesso a saúde pública, educação, maior longevidade, a sucessão no poder era através da força, um grupo derrubando outro, e, posteriormente, surgiu a sucessão hereditária, que é aquela em que o rei ou imperador passava o poder ao seu filho. Infelizmente, o principal fator é a falta de conhecimento de como na prática funciona o sistema democrático, em virtude de quase a totalidade das pessoas não procurarem informar-se disto, entendendo que é uma perda de tempo sob a alegação de que todos os políticos são iguais. Ocorre que, o cidadão que não tem as mínimas informações do jogo democrático não sabendo que o voto é o primeiro passo para ele poder cobrar do político, o que ele cidadão, deseja para melhorar o seu município, o seu estado e a sua nação. Entretanto, antes de votar procure conhecer como o candidato vive na sua comunidade, se é um cidadão respeitavel,se tem alguma ocupação decente ou não passa de um vagabundo que vive enganando os seus futuros eleitores com promessas mirabolantes,ou se é autoritário ameaçando vingar-se caso não ganhe as eleições, usando o poder para perseguir seus oponentes, ou até mesmas pessoas que não acompanham o seu modo de pensar, fazendo “patrulhamento” ou qualquer outro modo de pressão. Isto também se aplica aos seus acessores e “cabos eleitorais”. Sintoma forte de abuso de falta de respeito com o eleitor é quando o candidato a cargo eletivo ou seus prepostos exige saber aonde é a seção que o eleitor vota, para poder controlar o seu voto, principalmente, quando o político compra o voto do eleitor, prática esta criminosa, sendo que algumas vezes este,que neste caso é o aluno da corrupção,pode saber mais que o professor e vender o seu voto para dois. Entretanto, o eleitor hoje em dia devido à difusão do conhecimento é difícil não saber que quando ele estiver na cabine de votação, ele é mais poderoso que o maior político,pois ninguém tem jeito de saber em quem votou e assim passa a responder, ao ser perguntado em que votou, da seguinte maneira : - “Coroné, cumpri o meu trato com vossmicê”. E, se numa situação absurda, todos os eleitores traírem o “coroné” abusado e ninguém votar nele, o cidadão humilde, quando cobrado pelo tal “coroné” poderá argumentar em sua defesa: - “Coroné, deve ter havido muito roubo nesta eleição, pois o meu voto foi depositado dentro da urna conforme instruções dadas por V. Exelença“. Este comportamento deverá ser questionado pelos falsos moralistas, mas, é o único meio de defender-se do poder arbitrário, no qual as pessoas são tratadas como débeis mentais.
Infelizmente, o cidadão, até mesmo pelo desconhecimento e também com a “ajuda” dos políticos, normalmente entendem que a sua obrigação no sistema democrático é tão somente comparecer no dia da eleição e colocar o seu voto dentro da urna, sendo que está redondamente enganado, pois neste momento é que inicia o seu compromisso com a sociedade em que vive, pois ao votar está outorgando poderes ao político para falar em seu nome o que ele deseja para sua comunidade, para sua rua, para seu bairro, para seu município, seu estado e sua nação, tendo que acompanhar o seu candidato, caso ele vença, e o seu desempenho, desde o dia da posse até o término do mandato, para que fique sabendo se o mesmo cumpriu o que havia prometido ou se apenas resolveu assuntos que interessava aos seus parentes, amigos ou grupo deixando de lado o seu programa do inicio da campanha. Pois, se assim procedeu, na próxima campanha eleitoral, este cidadão que foi enganado, não mais deverá votar neste candidato, pois como o voto é secreto, jamais o político saberá em que ele votou.
O eleitor deve ter o máximo cuidado com aqueles políticos que prometem coisas que dentro daquela sociedade não pode ainda ser realizadas, quer seja devido a dificuldades financeiras ou técnicas.
O eleitor tem que entender que é da natureza do político, provar ao eleitor, que este vive na melhor sociedade do mundo, apesar de esta sociedade está no pior I.D.H.(índice de desenvolvimento do mundo).
O político também terá que se manter no partido no qual foi eleito, (fidelidade partidária), pois caso contrário há uma traição ao seu eleitor, pois este ao outorgar um mandato, escolheu aquele que poderia representar tanto no poder executivo como no legislativo, as suas idéias. Dentro de um comportamento moral mínimo, o político só deveria mudar de partido após o cumprimento do seu mandato, pois aí sim, alegaria que mudou a sua visão de vida. Assunto também que deverá suscitar nas sociedades que desejam ser efetivamente consideradas democráticas são os debates acerca de coligações de partidos, sendo que estas só poderão ser feitas entre partidos com idéias semelhantes.
Certos políticos “profissionais” para não perder o poder aceita qualquer coligação, mesmo aquelas que contrariam a ideologia do seu partido, como por exemplo, um eleitor de um partido conservador, ao notar que este partido fez uma coligação com partido liberal tem o direito de votar em branco, anular o voto ou abster-se, pois de uma certa maneira foi traído no seu modo de pensar, pois a sua opinião não foi respeitada. A pratica nos mostra que famílias “espertas” ensinam aos seus filhos, contrariando os seus próprios princípios, que sempre norteou a sua vida, que quando sentem que o seu partido não tem condições de vencer as próximas eleições, mudem para outro partido, mesmo que este no passado tinha idéias diferentes, completamente radicais em relação ao seu partido, pois estas pessoas segundo dizem querem ficar no poder a qualquer custo e assim o eleitor que sabe o que está fazendo não mais deverá votar neste candidato.Existem famílias de políticos tão espertas, que, cada um de seus membros, pertence a partidos diferentes, pois assim,pelo menos terá sempre um no poder.
Talvez, devido que o voto seja obrigatório em algumas nações, os políticos abusam, pois ao fazerem acordo entre si, muitas vezes traem o eleitor, e em virtude disto nas nações adiantadas, a abstenção (não comparecimento) as urnas, tem um alto porcentual de cidadãos, como, por exemplo, em praticamente em toda a Europa Ocidental,parecendo que isto de alguma maneira, obriga o político a ser mais responsável.
É comum também os políticos mentirem aos eleitores dizendo que são obrigados a votar em alguém, pois na realidade o voto pode ser nulo, em branco, ou ser justificado.
O eleitor hoje em dia já sabe que o político é o seu empregado,em uma situação inferior ao funcionário concursado pois, este, para perder o seu cargo, só em situações especiais.
Nas sociedades pobres há uma desculpa que os eleitores vendem o seu voto devido a sua vida miserável,mas, se aceitarmos isto, também teremos que aceitarmos a grande criminalidade que assola estas sociedades.Quando o eleitor vende o seu voto, passará a vida toda sem moral para exigir qualquer melhora para a sua sociedade, pois quando vende-se alguma coisa o proprietário do objeto passa ser outra pessoa.O eleitor tem que entender se ganha um saco de cimento, estará dando ao político uma loja de material de construção, e sendo assim,será tratado como um idiota.Mas, na realidade é uma questão de cultura da esperteza, pois tem eleitor que melhora a sua vida, sua casa, sómente na época de eleição, mas, isto é uma ilusão, pois, em virtude disto fica sem hospital, sem educação para seus filhos e, o que é pior, sem trabalho para sobreviver dignamente, pois, as outras sociedades que alcançaram padrões de vida melhores, também tinham seus miseráveis, mas, estes tiveram a sorte de escolherem um melhor caminho para solução de seus problemas.
Resumindo: se o eleitor acredita que ao votar, já cumpriu o seu dever de cidadão, achando-se um grande patriota está muito enganado, pois a prática nos mostra que a democracia não funciona somente com isto, sendo necessário que o eleitor fique sempre acompanhando o seu candidato, e quando este no desempenho do seu mandato, votar contra o que apregoou na sua campanha política, prejudicando os ideais do eleitor, deverá ser advertido por este através de conversação, telefone, telegrama, carta, e-mail, ou qualquer outro meio que na próxima eleição não mais votará nele, pois foi traído.

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